Nosso Blog, FOCANELAS, nasceu de uma iniciativa do colégio Centro Educacional da Lagoa (CEL) em prol da publicação e disseminação de matérias autorais, para que possamos colocar em prática conceitos aprendidos em aula, além de treinarmos nossas habilidades de escrita, dialética e interação com o público. O principal foco é a crítica das relações midiáticas existentes na sociedade. Ou seja, como a mídia afeta as nossas vidas no cotidiano. Escolhemos, porém, um tema polêmico para relacionarmos a essa questão central: O feminismo. Nosso objetivo principal é, portanto, apontar como a mídia aborda o assunto feminismo e as questões por ele difundidas, tais quais a plena inserção da mulher em uma sociedade igualitária, a luta contra a opressão de quaisquer grupos minoritários e diversos outros temas.
Dados
Algumas referências sobre a representatividade feminina para entendermos que ainda é preciso lutar. Uni-vos.
MULHERES NO SENADO
9,5%
JOVENS MÃES FORA DA ESCOLA
75%
CARGOS DE LIDERANÇA
19%
POSTAGENS
Postagens de nossos autores; clicando nas imagens abaixo você será redirecionado automaticamente para uma melhor experiência na leitura do artigo
O inverno chegou e com ele os dias gelados que são os melhores argumentos para ficar dentro de casa, enrolado em cobertas e assistindo bons filmes. Pensando nisso, aqui vão algumas sugestões de histórias sobre mulheres, em forma de documentário (Onde não muito diferente das ficções, a representatividade feminina ainda é bem baixa), escolhidos com a preferência de serem produzidos e dirigidos por elas.
GIRL RISING
Significa “A ascensão da garota”, o filme retrata a história de nove meninas de 7 a 16 anos que vivem em comunidades de países pobres e recebem a oportunidade de ir à escola. Desde que o caso “Malala” veio à tona, ela começou um projeto chamado Girl Rising para incentivar meninas a lutarem pelo direito de ter acesso à educação. Produzido por Martha Adams, disponível no Netflix.
INDIA'S DAUGHTER
Um grupo de seis homens estupra uma mulher de 23 anos anos em um ônibus, em dezembro de 2012 em Nova Déli, e dias depois ela morre no hospital por graves ferimentos internos. Indignadas pela violência, mulheres do país inteiro vão às ruas protestar, mobilizando uma onda mundial de aversão a tal ato. Entrelaçada com a história, as vidas, valores e mentalidades dos estupradores com quem a cineasta teve acesso. Uma reflexão sobre a sociedade e seus valores que geram tais atos violentos e um apelo otimista para uma possível mudança.
Dirigido por Leslee Udwin, disponível no netflix.
DOMÉSTICA
Durante uma semana, sete jovens se tornaram cineastas amadores e filmaram o cotidiano de suas empregadas domésticas. O material foi entregue ao diretor Gabriel Mascaro que compilou os momentos mais marcantes neste documentário.
O RENASCIMENTO DO PARTO
A realidade obstétrica brasileira é retratada neste documentário, que denuncia o alto número de cesáreas realizadas, na maioria das vezes, desnecessariamente. O filme ainda relata casos de mulheres vítimas de violência obstétrica, que tiveram seus direitos e desejos violados durante o procedimento.
PERSÉPOLIS
Baseado na autobiografia em quadrinhos de Marjane Satapri, a animação conta a história de uma garota iraniana que emigra para a França para continuar seus estudos e deixar o país que estava então sob o regime do Aiatolá Khomeini. Na Europa, a menina sofre inúmeras dificuldades de adaptação e com o preconceito das pessoas. Contudo, na volta ao Irã, Marjane também não mais se encontra. A dificuldade da garota em se adequar ao que as diferentes sociedades esperam de uma mulher faz com que ela viva em uma espécie de limbo entre as duas culturas.
QUE BOM TE VER VIVA A cineasta Lucia Murat conta a história de mulheres que resistiram à ditadura militar brasileira, lutando pela liberdade. O filme, realizado poucos anos após o fim do regime, mostra também como elas lidam com a transição à democracia, com a memória das violências que sofreram e com os resquícios da ditadura ainda presentes.
O ABORTO DOS OUTROS
O documentário brasileiro discute, a partir de depoimentos com meninas, mulheres e especialistas, o tema do aborto – dos previstos em lei e em situações clandestinas. No lugar de condenar a mulher, o filme oferece um olhar sensível para a questão, problematizando, acima de tudo, a criminalização das mulheres que passam pela situação.
" Mas eu tive sorte: sempre insisti em ser tratada igualmente e ganhei essa igualdade. Muito dos problemas que encontrei foi com a mídia, onde eu fui incrivelmente tratada de forma diferente dos meus colegas homens.
Fui a um jantar de trabalho recentemente. Foram sete homens... E eu."
" A única coisa que separa as mulheres negras de qualquer outra pessoa é oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem" Disse a atriz depois de ser a primeira mulher negra a ganhar o Emmy e completou:
"Então obrigada a todos os escritores e o pessoal maravilhoso da industria da televisão que permitiu que isso acontecesse"
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