Maria do Rosário comemorou a decisão do STF que coloca Jair Bolsonaro como réu por incitação ao crime de estupro
A deputada federal Maria do Rosário (PT) emitiu uma nota para agradecer o STF pela decisão de aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República e a queixa-crime impetrada por ela contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por incitação ao crime de estupro. Na nota, a deputada afirmou que "em um país em que a cada onze minutos é cometido um estupro, e em que nos deparamos cotidianamente com crimes atrozes contra a dignidade sexual, é fundamental combater a cultura do estupro.
No dia 9 de dezembro de 2014, em discurso no plenário da Câmara, Bolsonaro disse que só não estupraria a deputada Maria do Rosário porque ela “não merece”. No dia seguinte, o parlamentar repetiu a declaração em entrevista ao jornal Zero Hora.
Relator dos dois processos, o ministro Luiz Fux entendeu que a manifestação de Bolsonaro teve potencial de incitar homens a prática de crimes conta as mulheres em geral. No entendimento do ministro, o emprego do termo “merece” pelo deputado, confere ao crime de estupro “um prêmio, favor ou uma benesse”, que dependem da vontade do homem.
Fonte: R7 - Clicando aqui você terá acesso ao artigo escrito por Carolina Apple.
COMENTÁRIOS
A definição da expressão "Cultura do estupro" é utilizada para indicar um ambiente cultural propício a esse tipo de crime por ter mecanismos culturais (normas, valores e práticas) em que as pessoas acabam naturalizando e aceitando algumas violências em relação à mulher (associadas à sexualidade e direito ao próprio corpo e desejos).
Os crimes de estupro ganham as telas dos computadores e das TVs. "As matérias, quando existem, são sobre a prisão dos suspeitos de estupro pela polícia. Porque, para essa mídia que é conivente com essa sociedade misógina, machista e reprodutora da cultura do estupro, a única resposta que se pode dar é por meio da polícia, uma instituição que é em si mesma mantenedora dessa cultura, que pratica ela mesma inúmeros estupros contra mulheres nas periferias e que permanecem impunes.". Devo concordar totalmente com a citação de Fernando Pardal em seu blog.
É notória a necessidade de fortalecer ferramentas que compartilhem, deem voz a essas lutas fundamentais para que possamos lutar contra essa mídia que, geralmente, são responsáveis pela perpetuação da cultura do estupro. Também é necessário cobrar do governo severas punições a esse tipo de crime e garantir maior proteção para a população (Não apenas para as mulheres).
Postagem realizada por: Ana Beatriz Kato
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ResponderExcluirUHUL
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