Nosso Blog, FOCANELAS, nasceu de uma iniciativa do colégio Centro Educacional da Lagoa (CEL) em prol da publicação e disseminação de matérias autorais, para que possamos colocar em prática conceitos aprendidos em aula, além de treinarmos nossas habilidades de escrita, dialética e interação com o público. O principal foco é a crítica das relações midiáticas existentes na sociedade. Ou seja, como a mídia afeta as nossas vidas no cotidiano. Escolhemos, porém, um tema polêmico para relacionarmos a essa questão central: O feminismo. Nosso objetivo principal é, portanto, apontar como a mídia aborda o assunto feminismo e as questões por ele difundidas, tais quais a plena inserção da mulher em uma sociedade igualitária, a luta contra a opressão de quaisquer grupos minoritários e diversos outros temas.
Dados
Algumas referências sobre a representatividade feminina para entendermos que ainda é preciso lutar. Uni-vos.
MULHERES NO SENADO
9,5%
JOVENS MÃES FORA DA ESCOLA
75%
CARGOS DE LIDERANÇA
19%
POSTAGENS
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Postado por
Bruna Borges- sexta-feira, 22 de julho de 2016
CAMPANHA ALERTA PARA ASSÉDIO CONTRA AS MULHERES NO ESPORTE
Uma campanha nos Estados Unidos
para conscientizar em relação ao assédio online às mulheres que trabalham com o
esporte, inclusive jornalistas esportivas, trouxe à tona a gravidade das
agressões sofridas por elas nas redes. Justamente para chamar atenção ao fato,
homens foram convidados a ler, frente à frente, mensagem postadas a duas
repórteres esportivas no Twitter, com xingamentos e desrespeito. As reações
foram do choque à emoção (assista ao vídeo).
As profissionais convidadas a participar já
sabiam do conteúdo. Os homens, no entanto, não tinham conhecimento das
mensagens e não esconderam a surpresa com o teor das ofensas, preconceituosas e
machistas. Alguns se mostraram envergonhados, outros pediram desculpas. Entre
os tuítes lidos, frases como "é por isso que não contratamos mulheres, a
não ser que elas preparem nossa comida" ou "espero que seu namorado
bata em você", sem contar as palavras de baixo calão.
Essa mesma campanha foi transmitida e
repercutida pelo programa Redação SporTV, o qual expõe notícias sobre variados
esportes. O vídeo, cuja finalidade é conscientizar as pessoas sobre a imensa
discriminação, a qual a mulher que trabalha na área do esporte, principalmente
no caso das jornalistas e repórteres de futebol, foi exibido durante o programa.
O que causou a reflexão e permitiu a repórter e apresentadora de esporte
Janaína Xavier, declarar acerca dos momentos indelicados e extremamente
preconceituosos o qual já passou, e ainda passa, em sua carreira por trabalhar
no ramo dos esportes. Abaixo, segue um trecho sobre sua indignação ligada a
esse fato:
- Isso não é "fake", acontece de fato, nos Estados Unidos,
na Europa e aqui. Eu sentia muito quando era repórter de campo (...) Já passei
por muita coisa. Já apanhei e tive que bater em torcedor em estádio, recebi
mensagens horríveis no twitter, ouvi o estádio inteiro gritando meu nome com
palavras baixas. O que essas pessoas não entendem é que eu e minhas colegas de
profissão temos marido, filhos em casa, pai e mãe, pessoas que sentem muito de
ver uma pessoa querida tendo que passar por isso simplesmente porque está lá
trabalhando. Tenham um pouco mais de cuidado, "haters", e nos deixem
em paz – disse.
A campanha norte americana,
promovida pelo Just Not Sports, também vem acompanhada de um pedido. Após
mostrar exemplos do tipo de mensagens direcionadas as jornalistas, a mensagem:
"Nós não conseguiríamos falar isso frente a frente. Então, não vamos
digitar".
Portanto, o papel da mídia ao expôr essa
campanha através de um programa de TV, foi essencial e de grande importância,
uma vez que tornou possível uma maior visibilidade referente a esses
acontecimentos intoleráveis, pois os telespectadores em geral, poderão ter
noção de como esses comportamentos persistem com cada vez mais intensidade, no "mundo"
dos esportes o qual a mulher não é bem vista, e por isso precisa ser ofendida,
humilhada e maltratada. Sendo assim, permite a todos adquirirem consciência,
para enfim colaborem contra esse tipo de comportamento, o qual deve ser
finalizado de uma ver por todas. Artigo publicado por Bruna Borges
" Mas eu tive sorte: sempre insisti em ser tratada igualmente e ganhei essa igualdade. Muito dos problemas que encontrei foi com a mídia, onde eu fui incrivelmente tratada de forma diferente dos meus colegas homens.
Fui a um jantar de trabalho recentemente. Foram sete homens... E eu."
" A única coisa que separa as mulheres negras de qualquer outra pessoa é oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem" Disse a atriz depois de ser a primeira mulher negra a ganhar o Emmy e completou:
"Então obrigada a todos os escritores e o pessoal maravilhoso da industria da televisão que permitiu que isso acontecesse"
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