A mulher da semana dessa semana será nada mais nada menos que Simone de Beauvoir. Na qual vou apresentar um pouco de sua vida e importância. A escritora, ícone do feminismo e filósofa Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beuavoir, nasceu na cidade de Paris, na França, no dia 9 de janeiro de 1908. Em 1926, entrou para a Universidade de Paris, Sorbonne, no curso de Filosofia. Em 1929, quando preparava seu exame de agrégation, Simone conheceu o também aluno da Sorbonne Jean-Paul Sartre.
Em 1931 tornou-se professora de filosofia e escrevia romances em seu tempo livre. Sua vida passou a ser dedicada a escrita e a paixão afetiva e intelectual com Satre. Em 1949, após longa pesquisa, ela publicou: "O Segundo Sexo", primeiro grande ensaio contra a condição da mulher.
Apesar de Simone não ser feminista na época, o livro se tornou o mais importante trabalho de reflexão filosófica e sociológica sobre a mulher e ajudou a traçar os caminhos do feminismo a partir de então.O livro é uma análise sobre a hierarquia dos sexos e a opressão da mulher em termos biológicos, históricos, sociais e políticos.
Para a sociedade da época foi um escândalo, as reações contra o livro foram violentas. Grande maioria dos indivíduos reprovavam as ideias de Simone de Beauvoir, principalmente aquelas expostas no capítulo sobre a maternidade, em que ela falava sobre o direito ao aborto. A frase de abertura do volume dois de O Segundo Sexo é também a mais famosa de todas as obras de Simone de Beauvoir, "Não se nasce mulher: torna-se.". Uma frase que, há mais de 60 anos, inspira gerações de mulheres a mergulhar no verdadeiro significado da condição feminina.
No livro, Simone de Beauvoir evidenciou, pela primeira vez, que ser mulher não é algo naturalmente dado, mas uma construção social, histórica e cultural. A Igreja Católica incluiu o livro no Index, a lista de obras proibidas. Com a repercussão do livro, a permanêcia de Simone em Paris se tornou insustentável e ela partiu em viagem pela Europa e norte da África.
Nos anos 1970, Simone de Beauvoir publicou o quarto volume de suas memórias, Balanço Final e passou a apoiar oficialmente as ações do movimento feminista. Com a morte de Sartre em 15 de abril de 1980, pouco mais de um ano depois, em maio de 1981, morreu Nelson Algren na qual ela também se apaixonou. Simone enfrentou as perdas com lucidez e refletiu sobre a morte em seu último escrito. A Cerimonia do Adeus foi o último livro publicado em vida pela escritora, filósofa e memorialista. Sua saúde começou, então, a se debilitar.
Simone morreu em 14 de abril de 1986, um dia antes do aniversário da morte de Sartre, tendo realizado seus dois sonhos de infância: o de se tornar escritora e o de ser uma mulher independente. Com certeza uma das mulheres mais importantes do movimento feminista que cresce cada vez mais. Só temos a agradecer a ela.
Artigo publicado por Bernardo Soutello
Grande pensadora
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