"O samba, um dos ritmos mais populares do Brasil, como qualquer outro espaço reproduz muito machismo, invisibiliza o trabalho de muitas mulheres, especialmente como compositoras. Porém, elas sempre estiveram presentes na história do samba." - Blogueiras Feministas.
Você sabia que as mulheres foram as protagonistas no surgimento do ritmo Samba? Em concordância com a pesquisa de Kelly Adriano, doutora em ciências sociais da UNICAMP, a importância das mulheres negras foi fundamental, porque além de manterem economicamente suas famílias -- já que continuaram a trabalhar como empregadas domésticas --, foram essenciais para a resistência do samba. No Rio de Janeiro, a Tia Ciata, que hoje seria o que é comumente conhecido como mãe de santo, se destaca como memória coletiva. Na sua casa acontecia o samba que era proibido, onde nomes como Pixinguinha, Sinhô e tantos outros se conheceram. A hospitalidade dessas baianas fornecia a base para que os compositores pudessem desenvolver o samba.

Anná Furtado é cantora, percussionista e autora do projeto. O documentário Bambas fala sobre o machismo no samba e já está saindo do papel! É um filme poético que explora a presença das mulheres na construção do ritmo em diferentes épocas e realidades, valorizando seu protagonismo. “acredito na potência que este tema tem de dar visibilidade a muitas mulheres negras da nossa história” diz Anná. A obra pretende denunciar as pressões e opressões pelas quais as mulheres passam dentro do samba, e ao mesmo tempo prestar uma homenagem a este ritmo maravilhoso que mostra que a cara do Brasil é negra. Também traz experimentações na linguagem e explora visualmente as personagens e as cores vivas do samba. Foge do tom jornalístico a fim de causar sinestesias e reflexões sensoriais no espectador.
Público Alvo: Interessados no debate feminista, em samba e/ou em cultura popular.
Classificação: 16 anos
Artigo publicado por Ana Beatriz Kato
orgulho dessa escritora
ResponderExcluir